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Notas

Sempre que sentimos dor nas costas ficamos pensando que pode ter sido um mal jeito, uma dor muscular, um problema na coluna vertebral, mas não sempre é assim.

Pode acontecer que alguma disfunção em um órgão abdominal esteja enviando dor para as costas!

Pode ser desde simples gases no estômago provocados por engolir muito rápido, sintoma da ansiedade. Podem ser gases nos intestinos provocados por uma alimentação errada o por uma dificuldade para digerir, pode ser alguma intolerância à lactose ou ao glúten. Se nossa flora intestinal está enfraquecida pelo uso dos antibióticos pode ter como resultado um aumento das bactérias ruins que provocam um aumento dos gases.

Cólicas na vesícula biliar provocadas por pedras no seu interior costumam provocar muita dor e inclusive irradiar para outras partes do corpo, tórax, braços, e as costas.

A dor que produz a expulsão das pedras nos rins costuma ser descrita como uma das mais fortes sentidas no corpo, e costumam irradiar muita dor nas costas.

Porque isso acontece? Uma forma fácil de explicar seria que, os nervos que enviam a informação de dor desde os órgãos para a medula espinhal passam muito perto dos nervos que saem para os músculos das costas, e de alguma forma a informação da dor que chega “descarrega” essa informação de dor que acaba sendo percebida pelo nosso sistema nervoso como se fossem os músculos das costas.

Para mim, que trabalho com dor neuromuscular, estas dores viscerais as vezes podem me confundir e dificultar o diagnostico correto.

Este mês atendi uma paciente com muitas dores nas costas que de alguma forma se encaixavam nesta patologia. Depois de fazer a anamnese apareceram alguns sinais confusos que me levaram a pensar nesta possibilidade. Minha sugerencia para o paciente foi de consultar um medico e fazer também um exame de parasitos nas fezes. O resultado veio poucos dias depois, confirmado o exame, deu positivo para uma ameba chamada Giardia.

Como entre minhas ferramentas de tratamento está a Fitoterapia, consegui recomendar para ela uma mistura de ervas para fazer infusão.

Hortelã, Mastruz e Melão de São Caetano. Uma semana depois tinham desaparecido as amebas e as dores nas costas!!

E para aquela dor de pedras nos rins?

Aqui tem uma receita que funciona de forma infalível:

500 ml de água fervente

3 colheres de sopa de Chapeu de Couro

2 colheres de chá de açafrão

Tomar ao longo do dia

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Casos
Lourdes chegou hoje no meu consultório com uma dor no ombro e com um diagnóstico feito pelo médico e confirmado com ressonância magnética: ruptura parcial do manguito rotador, bursite e tendinite do supraespinoso. Com um diagnóstico assim geralmente me preparo para ver ate aonde posso chegar com meu trabalho. Não prometo milagres ja que não sou mágico, por enquanto.


Primeira pergunta importante que faço, “como é a sua a dor?, descreva-a“ Preciso entender a dor do meu paciente para assim tentar traçar uma espécie do mapa do tesouro,  para chegar na origem do problema.
Com o diagnostico do médico na mão tento começar pelo óbvio, e fico procurando e liberando os pontos doloridos ou Pontos gatilhos que rodeiam a cápsula articular, principalmente na inserção do supraespinoso no úmero, que fica na face lateral externa.


Enquanto estava liberando os pontos, Lourdes me conta uma coisa que não havia me dito na anamnese inicial, sua dor tinha piorado muito depois de um acesso de tosse no dia anterior. Isso acendeu uma luz de alerta na minha cabeça. Acesso de tose não deveria piorar a dor no ombro! A dor poderia estar vindo de outro lado? Será que estou cavando na procura do tesouro no lugar errado?
Depois de liberar os pontos da cápsula peço a Lourdes para testar o ombro, e nada mudou, a dor continua a mesma. Tosse e ombro não tem relação direita.


Agora, o que pode sim estar conectando uma tosse com uma vértebra é uma dorsal. Peço para ela se sentar e começo a procurar uma vértebra dolorida, e termino encontrando duas, a 3ra e 4ta.
Libero as duas em poucos segundos, peço para levantar o braço e Bingo! O braço levanta com maior liberdade e com apenas 20% de dor. Para uma sessão esta bom, né? Mas como sou insistente procuro algum pontinho de dor no supraespinoso, que acabo encontrando e liberando.


No final Lourdes levantou o braço sem dor, completamente sem dor e com recuperação total da força muscular.


E a ruptura do ligamento? A ressonância mostrava que era real, não foi uma suposição do medico.
Minha conclusão: O problema no ligamento era antigo e Lourdes convivia com ele sem perceber que existia. A origem da dor estava em um bloqueio de uma vértebra dorsal.
Marcamos mais uma sessão para amanhã para completar o tratamento, mas estou seguro que a recuperação vai ser completa.
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Notas
Recebo um paciente com luxação do ombro, o que eu faço?

Eu faço a manobra para colocaro ombro no lugar, ou não?

Eu sou um professor de Aikido, então de alguma forma ao longo do caminho acabei aprendendo a manobra para “colocar o ombro” no lugar e fiz isso algumas vezes! Por que eu digo isso?

Porque há um grande debate no nível médico sobre como proceder. Quando o ombro sai do lugar, ele arrasta consigo várias estruturas, ligamentos, fascias, nervos. Há aqueles que defendem o protocolo de espera para fazer uma ressonância antes de fazer a manobra que deve ser feito com anestesia geral. Seria o caminho mais seguro e conservador.

O problema é que geralmente o tempo de espera é longo e isso aumenta o risco de lesões. Mostra-se que quanto mais rápido a manobra for executada (e que tudo corre bem), mais rápido a recuperação do paciente … Depois, há aqueles que defendem o caminho mais curto.

Alguns anos atrás, recebi um paciente que já havia atendido com outros problemas. Desta vez, ele caiu na rua e “tirou o ombro” e me pediu desesperado para ajudá-lo. Eu pensei muito, e no último momento eu decidi não tocá-lo e enviá-lo para o hospital.

Resultado, tinha uma subluxação do ombro, mas também tinha uma fissura na clavícula. Se eu tivesse feito a manobra, teria sido um desastre!

Então, minha recomendação é ir ao hospital.
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Casos



Daniel, que é do Rio de Janeiro, estava passando suas férias no Arraial quando veio procurar a minha ajuda.

Ja faz um ano que ele precisou parar de treinar para uma Meia Maratona a causa de uma dor intensa na perna na altura da articulação do quadril, e que quase lhe impedia de caminhar.

Após um tempo ele consegui ajuda com uma terapeuta de quiropraxia e com outra terapeuta que trabalhava os pontos gatilho com o método de pressão sustentada, e que após 8 meses de tratamento havia conseguido um alivio considerável, mas a dor não desapareceu totalmente, ainda incomodava quando ele caminhava.







Após uma rápida busca consegui localizar vários pontos gatilho no músculo do Glúteo Mínimo. Este é um pequeno músculo que rodeia a capsula articular do fémur, onde o osso longo da perna se junta com o quadril. Os pontos gatilho localizados ali, geram uma dor que irradia para baixo pela perna de forma lateral e também gera uma dor na articulação o que faz com que as vezes os terapeutas confundam isso com uma bursite ou uma artrose.

Foram necessárias duas sessões para poder encontrar e desativar todos os pontos gatilho ja que por ser um músculo pequeno e profundo as vezes a sua localização é dificil, geralmente estes pontos ficam “bem escondidos”.

Com apenas duas sessões o Daniel deixou de sentir as dores que lhe incomodavam por mais de um ano!

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Casos
Luciana veio do outro lado do rio Burunhaem, precisou atravessar a balsa para chegar ao meu consultório já que ela mora em Porto Seguro e eu em Arraial d’Ajuda. Ela decidiu vir após passar uma noite com muita dor sem poder encontrar uma posição confortável para dormir. Ela vinha sentindo dores no braço e pescoço faz tempo, inclusive chegou a perder a sensibilidade de alguns dedos e o pior era não lembrar desde quando.




No momento em que ela começou a me contar do seu problema ficou claro para mim que ela estava sofrendo da chamada “Síndrome de desfiladeiro torácico” ou “síndrome do escaleno”. O escaleno é um músculo, ou melhor, um grupo de músculos que descem pela lateral do pescoço e se inserem na primeira costela após passar por debaixo da clavícula e que colaboram com a inspiração. Os pontos gatilho neste músculo costumam confundir muito aos terapeutas pois não são eles próprios que doem, mas transmitem a dor para longe de sua localização.

Geralmente produzem dor e irradiação ao longo do braço e podem chegar até os dedos da mão, podem produzir dor na lateral do pescoço em direção à cabeça, e costumam gerar uma dor difusa e desesperadora nas costas entre a coluna e a borda da escápula. Raramente produzem dor no peito. Apenas comecei a trabalhar com a minha técnica de “Silêncio Neural”, em poucos minutos e a medida em que ia desativando os pontos gatilho alojados em seu escaleno, Silvana começou a sentir que a dor de seu braço ia diminuindo e que lentamente estava recuperando a sensibilidade dos dedos.

Ao finalizar a sessão ela já não sentia mais dor no pescoço nem no braço, e o mais interessante é que ela havia recuperado totalmente a sensibilidade dos dedos, coisa que ela não sentia faz meses.
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Técnica
Faz 10 anos que criei este método que consiste na desativação dos pontos gatilho com apenas os dedos, de uma forma indolor e em poucos segundos.

Uma das formas mais comuns de tentar desativar os pontos gatilho da musculatura é baseada na pressão isquêmica ou pressão sustentada sobre o ponto com uma intensidade gradual de acordo com a tolerância do paciente. Este método tem seus seguidores, e foi inclusive a forma utilizada durante anos.

Se consideramos o ponto gatilho como uma micro contratura de um setor da fibra muscular, como se fosse um nó em um tecido de lã, a pressão sustentada geraria um micro alongamento nesse nó. Esta ação mecânica no ponto doloroso é um processo desconfortável para o paciente com resultados relativos e com o risco de que a região fique mais dolorida no dia seguinte por efeito da manipulação.

Embora eu utilizasse o método de pressão sustentada dentro de um conceito de energia, com pontos de acupuntura e meridianos, que foram dados pela minha formação em Digitopuntura, eu sentia que não era suficiente, que os resultados eram demorados.



Um dia, trabalhando com um paciente com dor entre as escápulas, ao ajustar a localização exata do ponto gatilho, minha segunda mão estava descansando em seu ombro. Para minha surpresa o ponto dolorido desapareceu. Se eu retirasse a mão do ombro o ponto voltava a doer. Eu estava fazendo algo que interferia com a interpretação da dor, alguma mudança na tensão que se movia através das fibras ou a fáscia em direção ao ponto e que gerava esse movimento no limiar da dor. Isso me levou a estudar e entender o conceito de Tensegridade e como isso pode interferir na tensão de um ponto à certa distância.

Agora, seria essa uma correção suficiente? Poderia se sustentar o alívio da dor? Assim eu chegaria à segunda descoberta, que mudaria toda a minha forma de trabalhar. O entendimento de que era um processo de reprogramação ao nível do sistema nervoso, ou melhor, neuromuscular, no qual interferia no limiar da dor das raízes nervosas que chegavam desde o ponto dolorido até a sua conexão com a medula óssea.

O limiar da dor que define a sua intensidade pode ser alterado!




E se não há dor, não há sinal de alarme ou reflexo de proteção, gerando mudanças bioquímicas que retornam o tecido afetado à normalidade, em outras palavras, “o nó se desfez”.

Ainda falta adicionar uma terceira descoberta. Graças ao trabalho fantástico de Travell e Simons sobre os pontos gatilho e as dores referidas, consegui entender a origem de muitas alterações musculares e articulares, como um torcicolo, uma lumbalgia, uma dor no nervo ciático ou uma dor de cabeça recorrente.

Travell e Simons descrevem os pontos gatilho como pequenos nós encontrados no tecido muscular graças à uma contratura. Um ponto gatilho deixa o músculo fraco e favorece a sua rigidez. Além disso mantém a contração de fibras musculares das quais forma parte. Por sua vez, estas bandas de fibra muscular rígida mantém uma tensão constante sobre as inserções do músculo e produzem com frequência sintomas nas articulações adjacentes.

Esta tensão contínua gera por sua vez uma deficiência circulatória nessa zona gerando uma acumulação de toxinas e um déficit de oxigênio e nutrientes, mantendo assim os pontos gatilho ativados por meses ou até por anos. É nada mais do que um círculo vicioso que precisa ser interrompido.



Os pontos gatilho quase sempre acabam enviando dores para outras partes do corpo. Essa dor reflexo é a qual confunde a todos, inclusive aos médicos. De acordo com Travell e Simons os tratamentos convencionais fracassam com frequência porque estão se concentrando na dor sem entender que ela é gerada em outro lugar.

E a genialidade de estes dois médicos foi que lá pelos anos 40 conseguiram mapear os pontos gatilho de cada um dos músculos e por onde a dor era difundida! Com este “Mapa do Tesouro” nas minhas mãos comecei a entender melhor como ajudar aos meus pacientes e de certo modo a “ler” esse mapa e encontrar as possíveis origens da dor!

A técnica do Silêncio Neural reúne estes três conceitos dando como resultado efetividade e durabilidade no alívio da dor.
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Notas
Esta semana recebi um cliente com cervicalgia difusa, ou seja, não houve bloqueio de nenhuma vértebra e não houve limitação de movimento.

Algo na leitura do seu corpo me fez perguntar se ele tinha Bruxismo, alguns poderiam chamar de intuição , mas é apenas a experiência de anos vendo pacientes através de suas dores.

Essa percepção me levou a iniciar o tratamento para a mandíbula. Deve ter me levado 30 minutos para liberar os Pontos Gatilho do Maseter em ambos lados quando eu pedi que ela movesse o pescoço para ver o quanto sua cervicalgia melhorara, e ela me diz que o alívio tinha sido de 100%.

Esta é uma experiência que acontece no consultório quase todas as semanas, alguns são como este caso no qual há um alivio completo, e outros, a grande maioria, nos quais há um alívio de mais de 50% da dor em cervicalgias difusas.

Quantas vezes ignoramos as PGs da mandíbula? Levou-me anos para chegar a esta descoberta, a grande importância das PGs do maxilar nas disfunções cervicais!

Podemos pensar que a origem de alguns bloqueios e hérnias começam lá?
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